Há clima de confiança, mas com ares de vingança, que toma conta do Tigres. Embora a derrota de 2 a 1 no Beira-Rio, o clube mexicano se remobilizou em cima de um fator local: o estádio Universitário, o covil dos Felinos e que promete ser um 12° jogador contra as pretensões do time de Diego Aguirre na Libertadores. Campo histórico que já serviu como tapete para Pelé e Maradona, e que inspirou a criação da "ola", agora abrigará a disputa entre Rafael Sobis e cia, diante de D’Alessandro e a esquadra vermelha.
Se há uma certeza em Monterrey é de que o estádio estará cheio na quarta-feira – tem capacidade para 43 mil torcedores. Afinal, o clube mexicano tem aquela que é considerada a mais apaixonada torcida do México, embora esteja longe de ser a maior.
O grau de ocupação das arquibancadas costuma ser de 80%, em um sistema de venda bem diferente do brasileiro. No México, os torcedores compram um pacote fechado para o ano inteiro, assim como acontece com os grandes clubes da Europa. Os bilhetes que sobram, acabam vendidos em poucas horas, consumidos por torcedores que aguardam em uma lista de espera.
Como curiosidade, o Universitario também é chamado de “El Vulcan”. O apelido é explicado pelo formato do estádio, em molde de vulcão e que também tem a simbologia do “entrar em erupção” em jogos dos donos da casa.
Além disso, o símbolo do clube – o Tigre – é avistado em cada recinto, em cada arquibancada, assim como em postes, bares e tudo mais. É como um aviso de que o time adversário entra ali em ambiente hostil.
A boa notícia é de que o gramado tem boas condições para a prática do futebol. Nesta segunda-feira, o campo passou por irrigação e recebeu tratamento (foi cortado) para ficar perfeito para a noite de quarta-feira.