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LEVY: 'GOVERNO ARRISCOU POPULARIDADE PARA PAÍS VOLTAR A CRESCER'

LEVY: 'GOVERNO ARRISCOU POPULARIDADE PARA PAÍS VOLTAR A CRESCER'

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O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta quarta-feira, 5, que o governo e a presidente Dilma Rousseff estão assumindo um risco de popularidade para tomar medidas que "são necessárias para o país voltar a crescer".


"O Brasil precisa de reformas rápido, sem populismos fáceis. O governo tomou a responsabilidade e assumiu o custo de popularidade para fazer o necessário para o país voltar a crescer. A presidente assume esse risco sem temor", afirmou o ministro.

Levy voltou a defender que as medidas de ajuste fiscal não têm sido responsáveis pela contração da economia. "Primeiro, temos que entender que o ajuste fiscal não causou desaceleração da economia. Os economistas vêm falando que a recessão começou em 2014. O ajuste fiscal é uma consequência e é ferramenta indispensável para voltarmos a crescer", afirmou.

"Não adianta falar em agente pós-ajuste se o ajuste não estiver completo", disse. A agenda "pós-ajuste" foi uma expressão cunhada pelo próprio ministro, ao se referir, em discursos anteriores, a medidas estruturais, complementares ao controle das contas públicas.

O ministro da Fazenda disse também que uma das coisas mais importantes para o país voltar a crescer é destravar a reforma do ICMS e do PIS/Cofins. "É como se fosse a mãe de todas as reformas estruturais. Tem evidente impacto na capacidade do Brasil para reagir à mudança de cenário com o fim do ciclo das commodities. Poucas pessoas entendem que um dos fatores que mais nos puxam para trás é a dificuldade para o pagamentos de impostos, em particular dos indiretos", afirmou.
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Dólar sobe e vai acima de R$3,45 por BC e preocupações políticas

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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subiu quase 1 por cento nesta segunda-feira, chegando a 3,45 reais, após o Banco Central sinalizar que não vai aumentar suas intervenções no câmbio mesmo após a moeda norte-americana saltar às máximas em doze anos, e com temores diante da cena política após a prisão do ex-ministro José Dirceu na nova fase da operação Lava Jato, que aproxima-se do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O dólar subiu 0,87 por cento, a 3,4545 reais na venda, renovando o maior patamar em 12 anos na terceira alta seguida, acumulando valorização de 3,76 por cento neste período. Na máxima da sessão, a divisa atingiu 3,4618 reais.
Só em julho, o dólar subiu pouco mais de 10 por cento sobre o real, acumulando valorização de quase 30 por cento no ano.
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