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Está aprovado auxílio de R$600 para trabalhadores informais

Está aprovado auxílio de R$600 para trabalhadores informais

A Câmara aprovou hoje (26) a criação do auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores sem carteira assinada. O valor que seria votado, segundo Rodrigo Maia (DEM-RJ), era de R$ 500, mas o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que inicialmente havia proposto R$ 200, disse durante a sessão que aceitava R$ 600. A votação foi simbólica e teve orientação favorável de todos os partidos. O texto segue para o Senado.
Câmara aprova auxílio de R$ | Uma visão popular do Brasil e do mundo

Critérios:
O projeto estabelece que no período de três meses poderá ser concedido o auxílio ao trabalhador maior de 18 anos, que não tenha emprego formal e cuja renda familiar mensal seja de até três salários mínimos (R$ 3.135) ou de até R$ 519,50 por pessoa. Poderão ser pagos até dois benefícios por família.

A renda familiar é soma dos rendimentos brutos de todos os membros de uma mesma casa. Se enquadram no perfil as pessoas que sejam MEI (microempreendedor individual), não recebam benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou programas de transferência de renda, à exceção do Bolsa Família. Se receber o Bolsa Família, o trabalhador deverá optar por um dos dois benefícios

Dentro dessas condições, a proposta estabelece que se a mãe de família for a única trabalhadora e responsável pelo lar terá direito ao valor de R$ 1,2 mil mensais. O projeto também amplia, de maneira gradual, a quantidade de pessoas que podem requisitar o BPC (benefício para idosos carentes).

*Editado Info365UOL
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Microsoft interrompe as atualizações opcionais do Windows 10

Microsoft interrompe as atualizações opcionais do Windows 10

Microsoft interromperá as atualizações opcionais do Windows 10 em maio
Neowin.net


A Microsoft confirmou nesta semana a através do Twitter que a partir de maio de 2020 ela interromperá a distribuição de atualizações opcionais para todas as versões suportadas do Windows 10 e do Windows Server. De acordo com a empresa, sua prioridade agora será o desenvolvimento de atualizações de segurança.

A medida não afetará as atualizações cumulativas disponibilizadas sempre na segunda terça-feira de cada mês como parte do ciclo mensal da empresa, que é conhecido como Patch Tuesday.

Por causa do surto mundial de Coronavírus (COVID-19), muitas pessoas precisam trabalhar em casa usando seus PCs. Como as atualizações opcionais muitas vezes requererem a reinicialização do sistema operacional, estas pessoas acabam tendo que parar o que estão fazendo.

A interrupção das atualizações opcionais deve ajudar quem está trabalhando em casa a se manter produtivo, já que não será necessário ter que parar para concluir sua instalação.

O número de casos confirmados do Coronavírus em todo o mundo já passou de 485.000 e o número de mortos já passou de 22.000. No Brasil o número de casos confirmados já passou de 2.550 e o número de mortos já chegou a 59.

Seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde para evitar aglomerações, muitas empresas estão permitindo que seus funcionários trabalhem em casa. Pessoas com idades acima de 50 anos precisam ter cuidado redobrado, já que elas fazem parte do grupo de risco.


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Crise econômica piora as condições de negociação da Usina de Barbalha

Crise econômica piora as condições de negociação da Usina de Barbalha

Foto: Elizângela Santos


Piora a situação de possíveis investimentos no setor canavieiro no Cariri. Praticamente falido, restando apenas pouquíssimos e precários engenhos na região, além de insignificante área de produtividade de cana-de-açúcar, parece cada vez mais distante o interesse de investidores na área.

Mesmo adquirida há quase três anos pela Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), por R$ 15,4 milhões, em leilão, a Usina Manoel Costa Filho continua sem compradores. Com equipamentos ultrapassados e o entorno da usina com cultura da cana-de-açúcar substituída por plantio de bananas, a possibilidade de venda da agroindústria deixa cada vez mais distante a crença do produtor em ver Barbalha retornar à fama da terra dos verdes canaviais.

Retomada

A Adece atribui a real condição de dificuldade nas negociações à crise econômica nacional, bem como os fatores climáticos. Diante disso, conforme o órgão, os empresários têm se comportado de forma conservadora, adiando a realização de investimentos em novos empreendimentos. No entanto, a agência estadual reafirma o compromisso de continuar prospectando investidores para a retomada do funcionamento da Usina Costa Filho. Um desses empreendedores está sendo contatado, mas o órgão não quis adiantar em que nível de encontra a negociação nesse momento.

Em estudos levantados pelo governo do Estado, para a viabilidade de compra do empreendimento, no quesito capacidade industrial, três opções de produção se apresentam na usina, relacionadas ao etanol hidratado, etanol e açúcar e cachaça. Na produção de etanol a capacidade verificada é de esmagamento de 4.000 toneladas de cana/ano. Já na produção de açúcar, foi constatada capacidade nominal de moagem de 400.000 toneladas de cana/ano, capacidade de destilação etanol hidratado de 9.600.000 litros/ano e capacidade de produção de açúcar de 1.200.000 kg/ano. Por fim, na produção de cachaça, a capacidade nominal de moagem é de 400.000 toneladas/ano e capacidade de produção de cachaça de até 80.000.000 litros/ano.

Nesse caso, para a produção industrial ser concretizada, é necessária a implantação de 6.000 hectares de cana-de-açúcar. Em levantamento realizado pelo governo estadual na região, se constatou a existência e 10,3 mil hectares de área de produtores dispostos a fornecer à usina. Mesmo com o grande cultivo de banana na região nos últimos anos, deixando os municípios de Barbalha e Missão Velha entre os maiores produtores do Estado, a Adece aposta que esse fator não afetará o retorno do cultivo da cana, por conta do grande potencial apresentado na região. A redução da área para o plantio aconteceu em função do declínio do setor canavieiro.

O secretário de Agricultura de Barbalha, Elismar Vasconcelos, diz que a expectativa de otimismo dos agricultores, que acreditaram na reativação do setor logo que a usina foi adquirida pelo governo, não é a mesma. A substituição de culturas no campo, pelo plantio da banana irrigada, foi a alternativa de sobrevivência para os pequenos produtores da região. Centenas deles ainda se deslocam boa parte do ano de suas casas de diversas comunidades de Barbalha, principalmente do distrito de Arajara, para trabalhar em fazendas do Interior de São Paulo, Bahia, Paraná e Pernambuco. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barbalha estava na expectativa de realizar todo um trabalho para reanimar os produtores. São mais de mil, segundo o órgão, que saem todos os anos da cidade.

Outra expectativa do governo do Estado para que a venda se torne realidade é a concretização da transposição do Rio São Francisco e do Cinturão das Águas. Com isso, o cenário ficará mais favorável para a captação e realização dos investimentos necessários. A Adece avalia que o equipamento que se encontra no local é bom. Já em relação ao investimento, vai depender do que a empresa vai querer produzir. A compra remonta uma discussão de vários anos, relacionada à revitalização do cultivo da cana-de-açúcar na região. O valor inicial da venda da agroindústria era de mais R$ 25,8 milhões. A usina foi desativada em 2004 e empregava direta a indiretamente mais de 4 mil pessoas. Uma das ideias iniciais era de que o equipamento fosse repassado aos produtores, por meio de sistema de cooperativa de gestão, e a revitalização do cultivo da cana ficasse a cargo do Estado.

Viabilidade

A compra pelo governo foi efetivada após a realização de um estudo de viabilidade técnica das áreas agricultáveis na região, cerca de 8.500 hectares. Grande parte das terras está inativa desde o fechamento da agroindústria que detinha pelo menos 3 mil hectares plantados para manter o funcionamento da usina.

A aquisição do empreendimento pela iniciativa privada seria a alternativa para o ressarcimento do valor investido pelo governo aos cofres estaduais. A usina chegou a representar, na década de 1980, auge da produção, cerca de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), do Ceará. A Manoel Costa Filho foi implantada na região, em 1973, por Fernando Júlio Maranhão. Por três décadas incentivou o cultivo e foi responsável por 4 mil empregos diretos e indiretos, 500 deles na usina, número que deverá ser reduzido pela metade com a modernização dos equipamentos.

Fonte: Diário do Nordeste
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Dólar sobe e vai a R$ 3,60 após ação do BC e votação do impeachment

Dólar sobe e vai a R$ 3,60 após ação do BC e votação do impeachment

O dólar sobe forte nesta segunda-feira (18), após a Câmara dos Deputados aprovar a autorização para ter prosseguimento no Senado o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O motivo da forte alta, segundo a Reuters, é que Banco Central entrou com força no mercado cambial e fez o dólar anular a queda vista no início dos negócios desta segunda.

Às 12h54, a moeda norte-americana operava em alta de 2,20%, vendida a R$ 3,6018. Veja a cotação do dólar hoje.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h10, queda de 0,31%, a R$ 3,5128.
Às 9h20, alta de 0,06%, a R$ 3,5263.
Às 9h30, alta de 0,3%, a R$ 3,5348.
Às 9h40, alta de 0,53%, a R$ 3,5428.
Às 10h, alta de 1,48%, a R$ 3,5762.
Às 10h10, alta de 2,05%, a R$ 3,5965.
Às 10h30, alta de 1,88%, a R$ 3,5903.
Às 10h49, alta de 1,5%, a R$ 3,577.
Às 11h, alta de 1,74%, a R$ 3,5856.
Às 11h20, alta de 1,47%, a R$ 3,5758.
Às 11h30, alta de 1,12%, a R$ 3,5638.
Às 11h40, alta de 1,01%, a R$ 3,5598.
Às 12h09, alta de 1,77%, a R$ 3,5866.
Às 12h37, ala de 1,98%, a R$ 3,5938.
Segundo operadores disseram à Reuters, o movimento também vinha com realização de lucros, após as quedas nas últimas semanas sob a expectativa da votação do afastamento.
"O BC está usando a oportunidade para acelerar bastante a redução do seu passivo", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado à Reuters.
O BC anunciou que vendeu nesta manhã 68.840 swaps reversos da oferta de até 80 mil contratos, equivalentes à compra futura de dólares. O órgão vem atuando pesadamente por esses instrumentos nas últimas semanas, reduzindo o estoque de swaps tradicionais, que equivalem à venda futura de dólares. Entenda como funciona a intervenção do BC.
Na noite passada, a Câmara dos Deputados aprovou por 367 votos a continuidade do processo de impeachment, superando com alguma margem os 342 necessários. Agora, a matéria precisa ser aprovada no Senado, que deverá assegurar que o vi-presidente Michel Temer assuma o comando do país pelo menos interinamente.
A perspectiva de que uma troca de governo poderia trazer de volta a confiança na economia brasileira já havia derrubado o dólar nos últimos meses, acumulando baixa de 10,74% neste ano até sexta-feira.
"Agora que o fato se concretizou, muita gente aproveita para zerar essas vendas das últimas semanas", disse o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho.
Profissionais do mercado financeiro já haviam afirmado à Reuters que a euforia inicial após a decisão da Câmara poderia ceder o lugar para cautela em pouco tempo, conforme o foco passa aos nomes que formariam a equipe econômica de eventual governo Temer.

Última sessão

Na sexta, o dólar fechou em alta de 1,38%, vendida a R$ 3,524, diante da forte atuação do Banco Central no mercado de câmbio. Na semana, o dólar caiu 2,02%. No ano, há queda acumulada de 10,74%.

Fonte: G1
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BRASIL AINDA ESTÁ ENTRE DESTINOS MAIS ATRATIVOS PARA INVESTIMENTOS

BRASIL AINDA ESTÁ ENTRE DESTINOS MAIS ATRATIVOS PARA INVESTIMENTOS


Mesmo com a previsão de que a economia brasileira pode encolher quase 2% este ano, o país ainda está entre os destinos mais atrativos para investimentos estrangeiros, segundo uma pesquisa da KPMG com mais de 300 executivos de 16 países. A lista é encabeçada por China, Índia e Brasil, que são seguidos de México, Cingapura e Coreia do Sul.

Para o sócio da área de estratégia da KPMG, Augusto Sales, o crescimento em grande escala do consumo e o aumento da riqueza, da segurança jurídica e da população jovem criaram oportunidades para as empresas entrarem nesses mercados. "O que constatamos foi que ainda existe um alto nível de otimismo. Também pudemos perceber que os investimentos serão canalizados para as operações na China, Índia ou Brasil, em vez de ser utilizada para expandir por novos mercados", explica.

A KPMG aponta que, com grandes populações, crescente poder de compra e mercados consumidores promissores, os chamados mercados de alto crescimento (HGM, na sigla em inglês), como o Brasil, atraem muitas empresas de bens de consumo. Boa parte dessas companhias já está instalada nesses mercados, mas o desempenho das operações tem deixado a desejar recentemente. "Em alguns casos, como Brasil e Rússia, poderosas forças econômicas amenizaram os prospectos dos mercados", diz a consultoria.
Entre os principais desafios apontados pelos executivos para investir no Brasil estão Infraestrutura (citada por 69% dos entrevistados), Proteção da propriedade intelectual (51%), Regulação/Lei (50%), Corrupção (35%) e Papel do governo (35%).

O relatório aponta que a adoção de reformas econômicas será um dos principais fatores determinantes para investimentos futuros, visando elevar a produtividade e eliminar gargalos estruturais. O texto lembra que muitos desses mercados emergentes estão enfrentando dificuldade para equilibrar um crescimento mais lento e mais demandas por gastos vindas da nova classe média. "Alguns (especialmente Índia e México) estão respondendo bem. Outros, como o Brasil, estão fraquejando", diz um dos capítulos do documento, assinado por Alex Kazan, diretor de estratégia para mercados emergentes do Eurasia Group.

Globalmente, entre os setores mais otimistas com os mercados de alto crescimento está o de Energia, onde 68% dos entrevistados acreditam que esses países responderão por mais de 30% das receitas de suas empresas este ano. Na sequência aparecem Serviços Financeiros (67%) e Infraestrutura (56%). Do total, 76% afirma que as receitas devem ser maiores do que a média dos últimos três anos, enquanto 91% dizem que as perspectivas gerais para os HGM são promissoras.

Entre as estratégias mais adotadas para expandir as operações estão as opções de joint venture, apontada por 38% do pesquisados, e fusão e aquisição (30%). No setor de Serviços Financeiros, 42% citam M&A, enquanto no varejo, as joint ventures são mais populares, com 46%.
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Dólar sobe pela 5ª sessão seguida e fecha em R$ 3,48

Dólar sobe pela 5ª sessão seguida e fecha em R$ 3,48


São Paulo - O dólar subiu pela quinta sessão consecutiva nesta quarta-feira, chegando a 3,50 reais pela primeira vez em doze anos, impulsionado por preocupações com o quadro político e econômico do Brasil e com o momento de alta de juros nos Estados Unidos.
O dólar chegou a ser negociado a 3,5009 reais na máxima do dia, mas encerrou com alta de 0,72 por cento, a 3,4890 reais na venda, maior nível desde 10 de março de 2003 (3,525 reais). Em cinco sessões, a moeda norte-americana acumulou alta de 4,80 por cento. "Para cada motivo que alguém encontra para vender (dólares), tem dez para comprar", disse o superintendente de derivativos de uma gestora de recursos nacional.
Os investidores continuaram preocupados com a possibilidade de novos golpes à credibilidade do país devido às turbulências políticas.
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), afirmou na véspera que a Casa deve votar na quinta-feira as contas de três ex-presidentes, abrindo caminho para eventual deliberação das contas da presidente Dilma Rousseff, ainda em análise no Tribunal de Contas da União (TCU). Um eventual parecer desfavorável do TCU pode dar força àqueles que defendem a abertura de um processo de impeachment.
As preocupações internas somaram-se às expectativas pelo primeiro aumento nos juros dos Estados Unidos. "Não há dúvida de que o Fed não vai demorar para aumentar juros. Agora, é a hora de o mercado fazer ajustes finos", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.
As apostas em alta de juros nos EUA no mês que vem ganharam força após o índice do setor de serviços do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) atingir em julho a máxima em dez anos. O dado ofuscou a criação de postos de trabalho no setor privado abaixo do esperado no mesmo mês, divulgada mais cedo.
Na véspera, o presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, afirmou que estava pronto para apoiar uma alta de juros em setembro. Nesta sessão, no entanto, o diretor do Federal Reserve Jerome Powell disse que o banco central norte-americano ainda não decidiu se dará início ao aperto monetário no mês que vem.
Nesta manhã, o Banco Central brasileiro deu continuidade à rolagem dos contratos que vencem em setembro, vendendo a oferta total de até 6 mil contratos, que equivalem a venda futura de dólares. Ao todo, a autoridade monetária já rolou o correspondente a 874,9 milhões de dólares, ou cerca de 9 por cento do lote total, equivalente a 10,027 bilhões de dólares.
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LEVY: 'GOVERNO ARRISCOU POPULARIDADE PARA PAÍS VOLTAR A CRESCER'

LEVY: 'GOVERNO ARRISCOU POPULARIDADE PARA PAÍS VOLTAR A CRESCER'

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O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta quarta-feira, 5, que o governo e a presidente Dilma Rousseff estão assumindo um risco de popularidade para tomar medidas que "são necessárias para o país voltar a crescer".


"O Brasil precisa de reformas rápido, sem populismos fáceis. O governo tomou a responsabilidade e assumiu o custo de popularidade para fazer o necessário para o país voltar a crescer. A presidente assume esse risco sem temor", afirmou o ministro.

Levy voltou a defender que as medidas de ajuste fiscal não têm sido responsáveis pela contração da economia. "Primeiro, temos que entender que o ajuste fiscal não causou desaceleração da economia. Os economistas vêm falando que a recessão começou em 2014. O ajuste fiscal é uma consequência e é ferramenta indispensável para voltarmos a crescer", afirmou.

"Não adianta falar em agente pós-ajuste se o ajuste não estiver completo", disse. A agenda "pós-ajuste" foi uma expressão cunhada pelo próprio ministro, ao se referir, em discursos anteriores, a medidas estruturais, complementares ao controle das contas públicas.

O ministro da Fazenda disse também que uma das coisas mais importantes para o país voltar a crescer é destravar a reforma do ICMS e do PIS/Cofins. "É como se fosse a mãe de todas as reformas estruturais. Tem evidente impacto na capacidade do Brasil para reagir à mudança de cenário com o fim do ciclo das commodities. Poucas pessoas entendem que um dos fatores que mais nos puxam para trás é a dificuldade para o pagamentos de impostos, em particular dos indiretos", afirmou.
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Dólar sobe e vai acima de R$3,45 por BC e preocupações políticas

Dólar sobe e vai acima de R$3,45 por BC e preocupações políticas


SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subiu quase 1 por cento nesta segunda-feira, chegando a 3,45 reais, após o Banco Central sinalizar que não vai aumentar suas intervenções no câmbio mesmo após a moeda norte-americana saltar às máximas em doze anos, e com temores diante da cena política após a prisão do ex-ministro José Dirceu na nova fase da operação Lava Jato, que aproxima-se do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O dólar subiu 0,87 por cento, a 3,4545 reais na venda, renovando o maior patamar em 12 anos na terceira alta seguida, acumulando valorização de 3,76 por cento neste período. Na máxima da sessão, a divisa atingiu 3,4618 reais.
Só em julho, o dólar subiu pouco mais de 10 por cento sobre o real, acumulando valorização de quase 30 por cento no ano.
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Dolar continua subindo e chega a R$ 3.43 nesta terça 28/07

Dolar continua subindo e chega a R$ 3.43 nesta terça 28/07



São Paulo - O dólar ampliou a alta a 2 por cento e chegou a bater 3,43 reais na máxima do dia após a agência de classificação de risco Standard & Poor's piorar a perspectiva do Brasil para "negativa", em meio a preocupações com a situação fiscal brasileira e o cenário político conturbado.

Às 13h34, o dólar avançava 1,80 por cento, a 3,4250 reais na venda. Na máxima da sessão, a moeda norte-americana atingiu 3,4353 reais, com alta de 2 por cento. Nas últimas quatro sessões, o dólar acumulou valorização de 6 por cento.

A agência, que já tem a nota do Brasil no último degrau antes de perder o grau de investimento, argumentou que sua decisão vem da série de investigações de corrupção envolvendo empresas e políticos, que pesam cada vez mais sobre os cenários econômico e fiscal brasileiros. Informou ainda que o país enfrenta circunstâncias políticas e econômicas desafiadoras.

Investidores já vinham demonstrado preocupação com a possibilidade de o Brasil perder seu grau de investimento, após cortes nas metas fiscais do governo deste e dos próximos anos surpreenderem e decepcionarem os mercados financeiros.

O cenário político conturbado também pesa neste momento, em que o governo depende muito do Congresso --em pé de guerra com o Executivo-- para aprovar as medidas de ajustes fiscais.

Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, voltou a afirmar que fará todos os esforços junto ao Legislativo "para garantir a previsibilidade fiscal".

Outro fator importante para os próximos passos do dólar é a reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, que termina na quarta-feira.

Sinalizações de que o Fed caminha para elevar os juros ainda neste ano podem servir de gatilho para a moeda norte-americana dar mais um salto, afirmaram operadores, uma vez que pode atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados no Brasil.

"A verdade é que o dólar não tem motivo para cair. Qualquer queda vai ser um alívio temporário", disse mais cedo a operadora de um banco nacional.

O atual momento do mercado de câmbio também fez investidores redobrarem a atenção sobre a intervenção do Banco Central, já que a valorização da moeda norte-americana tende a pressionar a inflação ao encarecer importados.

O sinal mais imediato será o anúncio da rolagem dos swaps cambiais que vencem em setembro, equivalentes a venda futura de dólares.

Nos últimos meses, o BC tem feito rolagens parciais e caminha para repor cerca de 60 por cento do lote de agosto, equivalente a 10,675 bilhões de dólares. Operadores têm afirmado que, se mantiver essa proporção para o lote de setembro, o BC sinalizaria que está confortável com o avanço da moeda norte-americana.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total no leilão de rolagem de swaps cambiais. Com isso, já rolou o equivalente a 5,684 bilhões de dólares, ou cerca de 53 por cento do lote que vence no início de agosto, que corresponde a 10,675 bilhões de dólares.
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